O deputado federal Geraldo Resende (União-MS) está acompanhando o desenvolvimento da Polilaminina, tecnologia brasileira experimental que vem sendo pesquisada como uma possível alternativa terapêutica para pacientes com lesões traumáticas na medula espinhal. A iniciativa integra a atuação do parlamentar em defesa da saúde, da ciência, da inovação e da incorporação responsável de novos tratamentos voltados a doenças e condições clínicas graves, incapacitantes e de elevado impacto social.
“Nosso compromisso é acompanhar de perto todas as alternativas que possam representar esperança e melhoria da qualidade de vida para pessoas que enfrentam condições graves e incapacitantes. Ao mesmo tempo, precisamos agir com responsabilidade, respeitando a ciência e todas as etapas necessárias para comprovar a segurança, a qualidade e a eficácia de qualquer novo tratamento”, afirma Geraldo Resende.
Tecnologia nacional
Desenvolvida a partir de pesquisas conduzidas pela professora Tatiana Coelho Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina é baseada na laminina, uma proteína presente naturalmente no organismo e relacionada ao funcionamento do sistema nervoso.
A tecnologia é estudada por seu possível papel na regeneração de estruturas nervosas e na recuperação de pacientes com lesões medulares. Apesar dos resultados considerados promissores nas etapas iniciais da pesquisa e em relatos de casos, a polilaminina continua sendo uma tecnologia experimental e ainda precisa cumprir as diferentes fases de estudos clínicos antes de uma eventual autorização para uso amplo.
Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início do estudo clínico da fase 1. Essa etapa tem como objetivo principal avaliar a segurança do produto. Somente depois da obtenção de resultados satisfatórios a pesquisa poderá avançar para as fases seguintes, destinadas a reunir evidências mais amplas sobre sua eficácia e segurança.
Informações à Anvisa
No dia 4 de setembro, Geraldo Resende encaminhou ofício ao diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, solicitando informações detalhadas sobre a situação clínica e regulatória da polilaminina.
Entre os esclarecimentos pedidos estão a situação atual do estudo de fase 1, o número previsto de participantes, os centros de pesquisa envolvidos, o cronograma estimado, a eventual ocorrência de efeitos adversos e os requisitos necessários para o avanço às fases 2 e 3.
O parlamentar também questionou a Agência sobre possíveis entraves técnicos, científicos, documentais ou administrativos; os mecanismos de acompanhamento oferecidos aos pesquisadores; e a possibilidade de adoção de procedimentos prioritários, sem qualquer redução das exigências de segurança, qualidade e eficácia.
Outro ponto levantado foi a existência de mecanismos legais de uso compassivo ou acesso expandido, que eventualmente poderiam ser aplicados antes do registro sanitário, desde que preenchidos todos os requisitos estabelecidos pela legislação.
Ciência com responsabilidade
Médico e ex-secretário estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende ressalta que o acompanhamento parlamentar não pretende antecipar conclusões sobre a polilaminina nem interferir na autonomia técnica da Anvisa.
Segundo ele, a atuação busca contribuir para o fortalecimento da pesquisa clínica brasileira, dar transparência ao processo regulatório e permitir que o Poder Legislativo ajude a superar eventuais obstáculos institucionais, sempre dentro das normas sanitárias.
“A inovação não pode prescindir da segurança, assim como a burocracia não pode impedir que pesquisas sérias avancem. É preciso encontrar esse equilíbrio: incentivar a ciência brasileira, cobrar transparência e garantir que cada etapa seja cumprida com rigor”, destaca o deputado.
A preocupação com a polilaminina faz parte de uma agenda mais ampla de Geraldo Resende em favor das pessoas com deficiência, dos pacientes com doenças graves e de outros segmentos que necessitam de atenção permanente do poder público. Para o parlamentar, acompanhar novas tecnologias também significa preparar o sistema de saúde para oferecer, no futuro, tratamentos modernos, seguros e acessíveis à população.





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